domingo, 10 de maio de 2015

Simplesmente, mãe!

Nesse segundo domingo de maio, quando comemora-se o Dia das Mães, vamos mostrar três histórias muito legais.
É sobre três mães: Janet e Jenny, que tiveram gêmeos sêxtuplos e Sidinéia, que deu a luz quíntuplos!

Vamos começar com Janet:



AS SÊXTUPLAS DA FAMÍLIA WALTON

O casal Graham e Janet Walton são os pais de Hannah, que nasceu primeiro, e depois vieram na sequência Lucy, Ruth, Sarah, Kate e Jenny. 




Exatos 27 anos depois, no dia do aniversário delas, um jornal britânico reuniu as gêmeas no muro da frente da casa dos pais para tirar fotos.
As garotas são as primeiras sêxtuplas sobreviventes (somente mulheres) do mundo.



Janet e Graham fizeram tratamento de fertilidade durante vários anos, na tentativa de ter filhos e quando já haviam desistido, Janet engravidou. 

***


No outono de 1983, na manhã do dia 18 de novembro, Janet Walton sentiu que necessitava urgentemente de um hospital. 
Naquele dia em Liverpool, estava quente, o termômetro estava em torno de 22 graus Celsius. 
O marido de Janet; Graham, ligou o carro, e a futura mamãe se sentou no banco do passageiro. Na estrada havia um engarrafamento. 
"Janet estava em pânico, ela tem muito medo de estar atrasada em seus próprios trabalhos", Graham lembra com uma risada.
Tudo foi resolvido com êxito. 
Janet teve uma cesariana, e seis meninas - Hannah, Ruth, Lucy, Kate, Jenny e Sarah.


  
Janet decidiu abandonar a carreira e dedicar todo seu tempo para criar os filhos. 
Graham que era pintor e decorador, tirou férias por um ano para ajudar a sua esposa cuidar da prole numerosa.
Nos primeiros dois anos, ela e o marido dormiam um par de horas por dia. Seu tempo era um carrossel interminável de trocar fraldas e alimentar os bebês.
"No primeiro ano nós compramos mais de 11 mil fraldas, gastando um monte de dinheiro" - diz Graham. 
Ele ainda lembra o cheiro de sabão em pó no ar.

Janet diz que não estava preparada para o nascimento, nunca tinha visto a parteira, e não ia às aulas para as mulheres grávidas.
O fato de ter tido muitas crianças, não significou que eles ficavam sempre em casa. Graham 
conta que ele e sua esposa assumiu os carrinhos das crianças, e iam para caminhadas, mantendo ainda, uma criança nos braços. 


Atualmente, todas as filhas do casal Walton, exceto Jennie, vivem dentro de alguns quarteirões da casa de seus pais. 
Jenny e o marido, tem uma pastelaria na cidade vizinha de Leeds.
Um mês antes de completarem o seu 31° aniversário, uma delas; Sarah, deu aos pais, a primeira neta. 




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OS TRÊS MENINOS E TRÊS MENINAS DE JENNY!


Jenny Masche tentou engravidar por anos, até finalmente apelar para a inseminação artificial. 
O pai dos bebês, Bryan Masche, disse numa entrevista que ele e sua mulher ficaram muito assustados quando souberam que teriam sêxtuplos. 
No dia do nascimento dos bebês, Jenny foi submetida a uma cesariana para dar a luz três meninos e três meninas, no hospital Banner Good Samaritan Medical Center, em Phoenix (Capital de Arizona, nos EUA). 



"Nós tentamos prever todos os problemas e nenhum deles ocorreu. O parto foi tão bom quanto o possível. Não mudaria nada", declarou John Elliott, obstetra responsável pela intervenção.
Os bebês nasceram prematuramente após 30 semanas de gestação. Todos, com exceção de um, pesaram menos 1,4 quilogramas.





As chances de uma concepção ocasionar a gestação de sêxtuplos espontaneamente é de uma em 4,7 bilhões, afirma Helain Landy, chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, do Hospital Universitário de Georgetown.




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Sidinéia, a catarinense que é mãe de Quíntuplas!

A fotógrafa Sidinéia Daufemback Batista precisou adotar uma rotina cheia de regras e muita organização para conseguir cuidar das filhas que se tornaram uma atração na cidade de Braço do Norte, no sul do estado de Santa catarina. 

Sidinéia relata:
"Sempre tive o sonho de ser mãe, casada a 5 anos e como todo casal, almejamos ter filhos. 
Tive a minha primeira gravidez em 2007 e em 2008 nasceu um lindo menino com o nome de Vítor, era lindo, saudável, mas, infelizmente, 2 dias depois veio a falecer.

Depois de muitas orações e pedidos, deixamos nas mãos de Deus. Em fevereiro de 2010 desconfiei que estava grávida, fiz um exame de sangue, deu positivo. 

Nossa! Ficamos muito radiantes!
Marquei uma ultrassonografia com um mês de gestação. 

No exame apareceu da seguinte forma: Três bolinhas do mesmo tamanho, ou seja: fetos e duas bolinhas menores, bem embaixo.

O médico disse: 'Três bebês confirmo que tem, mas cinco, não sei'.
Foi aquele baita susto!

'Seu doutor o senhor está maluco, cinco bebês!!!?'

Passou mais um mês, e com dois meses de gravidez fiz uma nova ultrassonografia e aí sim! Tinha cinco fetos do mesmo tamanho. Nossa! Na hora eu fiquei parada e falei: 'Não acredito'. 

Vim para casa, contei a novidade para Anderson, que ficou paralisado na mesa, ele estava almoçando, depois de uns cinco minutos, começou a perguntar alguma coisa, e ver os exames.


Então tudo começou. Procuramos o médico mais experiente na área de múltiplos em outra cidade, e começou a realização de exames, acompanhamentos, consultas e mais consultas.

Depois de ter muitos enjoos... lembro-me exatamente no dia das mães, em 2010, comecei a me alimentar normalmente.
A partir do 5º mês descobrimos o sexo dos bebês; eram todas meninas!


Tivemos que nos prepararmos também para receber os bebês em casa. Ganhamos alguns móveis, afinal, tivemos que preparar tudo para cinco bebês!


Passaram os meses, a gravidez indo tudo bem, as meninas cada vez maiores, a barriga cada vez maior e mais pesada. Dormia praticamente sentada com vários travesseiros para apoiar a barriga, todas as madrugadas levantava, ia comer, senão, elas não paravam de mexer. 

Aproximando-se do grande momento até que eu estava calma, porém, meus familiares estavam muito tensos.


E começaram os trabalhos: as 10:45 nasceu a EVELIN, as 10:46 ISADORA, as 10:49 POLIANA, as 10:52 SAMANTA, e as 10:53 VITÓRIA, pesaram entre 1.050 e 1.280 quilogramas.


Tudo ocorreu bem.

As meninas, três loirinhas que puxaram ao pai e duas morenas parecidas com a mãe, nasceram na maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis.
A grande família só retornou para casa depois de um período de 41 dias de observação. 

A partir daí foi uma correria em função de muitas mamadeiras, fraldas, roupas, banhos, choros, brincadeiras e carinhos, em meio a tantos berços, carrinhos de passeio e andadores.

Amamentei as cinco meninas durante três meses, cada uma tinha seus minutinhos e depois o complemento de leite."


Atualmente, Sidinéia cria as cinco filhas sozinha. Ela e o marido se separaram, quando as meninas tinham seis meses de idade.





No dia a dia, o almoço é servido para todas, entre 11h e 12h. Elas se arrumam para sair para a aula às 12h50. 
Para levar as filhas às atividades, a mãe utiliza um carro com sete lugares. Nele, há cinco cadeirinhas. 
O veículo foi adquirido com doações e contribuição de familiares em 2012.

“Elas estudam de tarde. É quando aproveito para pagar as contas, fazer o que precisa. Começo cedinho a organizar o dia.
Eu não tenho tempo para mim, mas estou numa fase que, às vezes, paro uns minutinhos durante a tarde para sentar, tomar café, descansar."



Agradeço muito a Deus por ter me dado cinco filhas lindas e saudáveis, por esta grande dádiva. Sou uma super mãe e pai.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe, hoje eu sei. 
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.



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