quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Veja algumas informações interessantes da Vitória-régia; a grande planta aquática da região amazônica



- A vitória-régia é uma das maiores plantas aquáticas que existe. Elas tem uma grande folha circular que chegam a medir mais de 2 metros de diâmetro. As folhas possuem uma dobra em toda a borda com cerca de 10 cm de altura, o que a faz lembrar a forma de uma grande bandeja rasa. 
Devido suas características, suporta pesos de aproximadamente 40 quilos, se estiver bem equilibrados em sua superfície. Uma criança com esse peso pode até se deitar em uma vitória-régia sem que ela se afunde.



- Muitas folhas formam uma única planta e podem cobrir uma grande área, de modo que as folhas não crescem em cima uma da outra.


- A parte inferior pode ser marrom ou roxa e é formada por uma rede de "veias" e compartimentos de ar que são responsáveis pela flutuação da folha na água. Também há espinhos embaixo que serve para afugentar os peixes e outros predadores para não danificarem a planta.




- A longa haste que liga a folha a raiz são flexíveis e tem um comprimento que varia de três a oito metros, conforme o nível das águas.



- A superfície da folha ainda apresenta uma rede de canais para o escoamento da água, o que também auxilia na sua capacidade de flutuar, até mesmo sob chuvas fortes.



- A flor é outra parte que merece destaque. São grandes, surgem no verão e duram apenas 2 dias. No primeiro dia da floração são brancas e no segundo dia, se torna rosada. 




No primeiro dia a flor se abre à noite liberando um perfume adocicado, parecendo com abacaxi. Os besouros responsáveis pela polinização da Vitória-régia entra na flor, após o desabrochar, que ocorre no final da tarde, e as vezes acabam aprisionados até o dia seguinte, pois a flor se fecha durante a noite. 
Após a polinização a flor cai na água. As sementes produzidas são comestíveis e envoltas por uma espécie de esponja que permite sua flutuação.



- Tudo da planta é aproveitado; os índios usam a tinta que solta das raízes para tingir de negro os cabelos, as folhas têm propriedades laxantes e cicatrizantes e a semente é comestível. 



- Tornou-se símbolo da região amazônica. Também é conhecida entre os índios e os caboclos dessa região, como jaçanã, irupé, uapé, aguapé, nampé, cará-d'água e outros nomes.

Nomenclatura botânica: Victoria amazonica

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