quarta-feira, 20 de maio de 2015

Revista australiana divulga os resultados de uma importante pesquisa sobre filhos de casais homossexuais

Foi publicado no ano passado, um artigo científico, na revista BMC Public Health, feito por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, liderados pelo investigador Simon R. Crouch. O estudo concluiu que filhos de casais homossexuais, são tão ou mais saudáveis do que as crianças que vivem em contexto familiar heterossexual.



Eles acompanharam 315 casais homossexuais e 500 crianças em toda a Austrália, comparando os seus resultados com os indicadores de saúde e bem-estar da população em geral, focando-se na qualidade de vida das crianças e da união familiar.




A “BMC Public Health” é uma revista idônea, onde só aceitam artigos de qualidade. O estudo realizado na Austrália, apesar de décadas de pesquisas, conseguiu tornar-se no maior estudo internacional sobre o tema.




Os resultados pretendiam “descrever o bem estar físico, mental e social das crianças australianas que vivem com casais do mesmo sexo", na realidade, vem reiterar aquilo que os estudos similares anteriores têm concluído: as crianças que vivem num núcleo de uma família com pais do mesmo sexo são tão saudáveis como as que vivem com famílias com pais de sexo oposto. 




Segundo a pesquisa, as crianças que vivem com famílias homossexuais tiveram resultados, em média, 6% melhores em dois indicadores: saúde geral e coesão familiar, concluiu a equipe de Simon Crouch.





Também de acordo com a pesquisa, cerca de dois terços das crianças com pais homossexuais experimentaram alguma forma de discriminação por causa da orientação sexual dos seus pais, mas, mesmo assim, conseguem ter melhores resultados do que os outros, em algumas áreas.







O resultado desse estudo também sugere que os filhos desses casais podem estar em vantagem por não terem uma educação tão estereotipada no que diz respeito às relações e papéis de gênero. Em declarações à ABC News, Simon Crouch deu como exemplo que os casais do mesmo sexo têm mais probabilidade de partilhar responsabilidades em casa do que os casais heterossexuais. Sair do esquema tradicional dos papéis de gênero, resulta numa “unidade familiar mais harmoniosa”, refere o estudo.





  
Deixa também claro que o maior ataque que os filhos destas pessoas podem receber, é o preconceito homofóbico de terceiros que, por questões religiosas extremas ou por mera e irresponsável ignorância, desdenham e continuam a desdenhar, por mais provas que lhes sejam dadas. 





Essas informações obtidas vem, mais uma vez, confirmar aquilo que investigadores, psicólogos e outros especialistas defendem há várias décadas: as famílias, sejam elas de casais gays ou héteros, todas elas, são saudáveis para as respectivas crianças, quando estas se baseiam no amor, na educação e na união familiar.

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