domingo, 24 de abril de 2016

ANIMAL DA SEMANA - Porco-espinho de baturité

Esse mamífero foi descoberto recentemente. Em 2011 um grupo de biólogos cearenses descobriu essa nova espécie de porco-espinho!



- O animal recebeu esse nome por ter sido localizado, especificamente na Serra de Baturité, no município de Aratuba, no Ceará. Foi encontrado pelo biólogo Hugo Fernandes Ferreira e confirmada como nova descoberta por Anderson Feijó e Alfredo Langguth, da Universidade Federal da Paraíba.
- Os porcos-espinhos são grandes roedores conhecidos pelos espinhos eriçados, o que mantem os predadores a distância. 



As partes superiores desse mamífero são cobertas com fortes espinhos de coloração branca e preto. Estes "espinhos", na verdade são pelos duros modificados e alcançam até 10 cm.
A nova espécie de porco-espinho é muito parecida com as outras espécies e com os ouriços.
O que o diferencia é o padrão de cor de seus espinhos e principalmente seu focinho largo e grande, com o nariz bulboso.
- Sabe-se que eles são herbívoros, alimentam-se de frutas e grandes sementes e medem cerca de 70 cm, incluindo a cauda e pesa entre 3 a 5 quilos. São bem adaptados para a vida nas árvores, usando a cauda para prender-se aos galhos e mover-se entre as árvores. Durante o dia, descansa no alto das copas das árvores ou abriga-se em troncos ocos. Embora esses animais tendem a mover-se lentamente, são ágeis e podem se mover rapidamente quando necessário. Eles não podem saltar e tem que descer ao chão, quando precisam atravessar entre árvores que estão separadas.



- Eles também são chamados de “quandu”. O gênero a que pertence este porco-espinho é constituído por 8 espécies no total. Caracteriza-se por ser constituído por "porcos-espinhos arborícolas" que vivem nas árvores das Américas Central e do Sul.



- Até o momento, esta espécie só é conhecida do estado do Ceará, Brasil. A vegetação presente na Serra de Baturité, caracteriza-se por possuir uma grande biodiversidade. O lugar é formado por parte da Mata Atlântica com influência da floresta Amazônica. 



- O pesquisador que o fotografou disse: “Como temos pouco material disponível sobre esse grupo de mamíferos roedores, ainda vamos precisar de muito tempo de pesquisa."

Nome em inglês: Baturite porcupine 
Nome científico: Coendou prehensilis

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